sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Qual o sentido da vida?


Qual o sentido da vida?

Prezados, em contradição a igreja, e acredito sob a negativa de alguns, gostaria de tentar a partir da minha humilde avaliação explicar:

“Qual o sentido da vida”.

- Somos nós: Animal bípede da ordem dos primatas, pertencente à subespécie Homo sapiens com cerca de 6,8 bilhões de indivíduos, viventes no planeta terra com mais aproximadamente 1,4 bilhão de espécies.

O parágrafo acima pode ser entendido por alguns como uma agressão ao ser humano, uma blasfêmia a igreja, ou até mesmo como uma parvoíce, mas o fato é que nós humanos, estamos na terra a cerca de 200 mil anos, enquanto nosso planeta formou-se a mais de 4,5 bilhões de anos atrás.

Na pratica o que nos diferencia do restante das espécies viventes nesse planeta é nosso cérebro altamente desenvolvido, com inúmeras capacidades como o raciocínio, linguagem, introspecção e resolução de problemas. Estas capacidades, associadas a um corpo ereto possibilitaram o uso dos braços e mãos para manipular objetos, e desta forma forjar ferramentas para alterar o ambiente a sua volta mais do que qualquer outra espécie.

Pensando desta forma então poderíamos dizer que somos realmente uma espécie muito superior as demais, no entanto, a maioria dos seres supostamente irracionais tem percepções que em nós seres racionais seriam vistas como super poderes, ou algum tipo de paranormalidade.

Grande parte dos animais deste planeta tem uma imensa capacidade de percepção das intempéries da natureza podendo prever em tempo hábil uma ameaça a sua existência numa experiência que nos lembra o filme AVATAR.

Não são raros os casos em que presenciamos animais em fuga momentos antes de qualquer sinal de uma catástrofe natural, temos inclusive o hábito de acompanhar a fuga frenética destes animais sabendo que algo sério está por acontecer.

Boa parte dos seres viventes neste planeta estão aqui há muito mais tempo que nós, e apesar disso não provocaram tantas alterações do ambiente quanto o homem nos seus jovens 200 mil anos.

Portanto, em resposta a pergunta podemos dizer que: somos seres vivos, que nascemos, crescemos, nos reproduzimos, transferimos informações através do nosso DNA, envelhecemos e morremos, assim como todo ser vivente neste extenso planeta, desde uma planta até um elefante, somos frutos da evolução, de um planeta contemplado com uma enorme confluência de características as quais possibilitaram a vida.

Diante disto, quero reiterar que: és tu responsável pelos teus atos, és tu dependente dos teus semelhantes, seres vivos, e principalmente, és tu responsável pela tua permanência, pelos seus descendentes neste planeta e quiçá neste imenso universo; Portanto, respeite, honre e coopere com teus semelhantes, seres vivos habitantes deste planta TERRA.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

O Reconhecimento do patrão.

Sejamos honestos;

Tudo o que fazemos, fazemos esperando algo em troca. É assim não somente com nós humanos, mas sim com todo o reino animal, afinal e justamente desta forma que se adestram os irracionais, sempre após uma tarefa uma recompensa.
- Tótó, senta!
- Isso tótó, parabéns!
Em seguida, tótó recebe um biscoito de ração.

Funciona mais ou menos assim no dia a dia de todos nós, sempre esperamos um “biscoito”, ou pelo ao menos um “obrigado”, o problema é que esta forma de adestramento aplicada aos animais, quase nunca é aplicada a nós. Quando foi, por exemplo, a última vez que você agradeceu a alguém por algo? Qual foi a ultima vez que você disse obrigado ao garçom que lhe servia? Sem querer julgar, mas suponho que isso não seja um hábito constante na sua vida, afinal de contas para muitos o garçom não faz mais que sua obrigação, certo?
Infelizmente isto é bastante comum, e pior ainda, é exatamente assim que vivemos na nossa vida profissional, quase sempre estaremos esperando o reconhecimento pelo nosso esforço, e nossos superiores sempre entenderão que não fazemos mais que nossa obrigação.
O que fazer então? Cumprir mal e parcamente nossa tarefa, e justificar assim a falta de reconhecimento?
Muitos, ou quiçá a maioria, agem exatamente desta forma, gerando então um circulo vicioso e se transformando em profissionais medíocres e ociosos.
Já alguns poucos, dedicam-se cada vez mais ao trabalho e as condicionantes que o cerca, talvez acreditando que não fizera o suficiente para ser reconhecido, portanto, busca incansavelmente este reconhecimento, outros se dedicam simplesmente porque é da sua própria natureza, não cobrando nem esperando nada em troca.

O que a maioria das pessoas não compreendem, é que não precisamos que nossos superiores reconheçam nossas qualidades, acreditem, se ele não reconhecer e o valorar por isso, seu concorrente certamente reconhecerá.
Na maioria das vezes, o crescimento da carreira profissional passa por estas situações, o concorrente busca no mercado aquele profissional que faz a diferença, e obviamente serão estes profissionais que ocuparão os melhores cargos e terão os melhores salários.
Estes profissionais, no entanto, são pessoas com extrema dedicação ao trabalho, excedendo quase sempre suas competências, são determinados e não se deixam levar pelo desanimo.

O prêmio a estes profissionais vai além do cargo e do salário, enquanto muitos em determinado momento estarão procurando emprego, estes viverão a dúvida de qual proposta aceitar. Estes profissionais escolhem onde querem trabalhar.

Portanto, ao profissional:
Não espere o reconhecimento do patrão para dedicar-se com afinco ao seu trabalho.

Ao patrão:
Não espere seu concorrente valorizar seus funcionários, caso isto ocorra certamente ficará sem eles.

A todos nós:
Digamos “obrigado e parabéns” com mais freqüência, independentemente de a quem ou o por quê.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Uma mensagem a Gacia

Prezados;

Assombra-me ver que evoluímos exacerbadamente em alguns aspectos, e que em outros, vivemos "Tudo como dantes, quartel-general em Abrantes".
O Artigo abaixo fora escrito em 22 de fevereiro, de 1899 por J.B.Xavier, e publicado na edição de maço do mesmo ano pela revista "Philistine", tornou-se então um dos artigos mais publicados do mundo, em todos os tempos.

Espero que doravante possamos evoluir também neste aspecto, pois, no presente, permanecemos inertes ante a inbecilidade de grande número de pessoas.


Aurora Nascente, 01 de dezembro de 1913

UMA MENSAGEM A GARCIA

Em todo este caso cubano, um homem se destaca no horizonte de minha memória como o planeta Marte no seu periélio, Quando irrompeu a guerra entre a Espanha e os Estados Unidos, o que importava a estes era comunicar-se rapidamente com o chefe dos insurretos, Garcia, que se sabia encontrar-se em alguma fortaleza no interior do sertão cubano, mas sem que se pudesse precisar exatamente onde. Era impossível comunicar-se com ele pelo correio ou pelo telégrafo. No entanto, o Presidente tinha que tratar de assegurar-se da sua colaboração, e isto quanto antes. Que fazer?
Alguém lembrou ao Presidente: "Há um homem chamado Rowan; e se alguma pessoa é capaz de encontrar Garcia, há de ser Rowan".
Rowan foi trazido à presença do Presidente, que Ihe confiou uma carta com a incumbência de entregá-la a Garcia. De como este homem, Rowan, tomou a carta, meteu-a num invólucro impermeável, amarrou-a sobre o peito, e, após quatro dias, saltou, de um barco sem coberta, alta noite, nas costas de Cuba; de como se embrenhou no sertão, para depois de três semanas, surgir do outro lado da ilha, tendo atravessado a pé um pais hostil e entregado a carta a Garcia são coisas que não vem ao caso narrar aqui pormenorizadamente. O ponto que desejo frisar é este: O Presidente Mac Kinley deu a Rowan uma carta para ser entregue a Garcia; Rowan pegou a carta e nem sequer perguntou; "Onde é que ele está?"
Hosanas! Eis aí um homem cujo busto merecia ser fundido em bronze imarcescível e sua estátua colocada em cada escola do país. Não é de sabedoria livresca que a juventude precisa, nem instrução sobre isto ou aquilo. Precisa, sim, de um endurecimento das vértebras, para poder mostrar-se altivo no exercício de um cargo; para atuar com diligência, para dar conta do recado; para, em suma, levar uma mensagem a Garcia.

O General Garcia já não é deste mundo, mas há outros Garcias. A nenhum homem que se tenha empenhado em levar avante uma empresa, em que a ajuda de muitos se torne precisa, tem sido poupados momentos de verdadeiro desespero ante imbecilidade de grande número de pessoas, ante a inabilidade ou falta de disposição de concentrar a mente numa determinada coisa e fazê-la. Assistência irregular, desatenção tola, indiferença irritante e trabalho mal feito, parecem ser a regra geral. Ninguém pode ser verdadeiramente bem sucedido, salvo se lançar mão de todos os meios ao seu alcance, quer da força, quer do suborno, para obrigar outros a ajudá-lo, a não ser que Deus Onipotente, na sua misericórdia, faça um milagre enviando-lhe como auxiliar um anjo de luz. Leitor amigo, tu mesmo podes tirar a prova. Estás sentado no teu escritório, rodeado de meia dúzia de empregados. Pois bem, chama um deles e pede-lhe: "Queira ter a bondade de consultar a enciclopédia e de me trazer uma descrição sucinta da vida de Corregio". Dar-se-ão casos do empregado dizer calmamente: "Sim, Senhor" e executar o que se Ihe pediu? Nada disso! Olhar-te-ão perplexo e de soslaio para fazer uma ou mais das seguintes perguntas:

Quem é ele?

Que enciclopédia?

Onde é que está a enciclopédia?

Fui eu acaso contratado para fazer isso?

Não quer dizer Bismark?

E se o Carlos o fizesse?

Já morreu?

Precisa disso com urgência?

Não será melhor que eu traga o livro para que o senhor mesmo procure o que quer?

Para que quer saber isso?

E aposto dez contra um que, depois de haveres respondido a tais perguntas, e explicado a maneira de procurar os dados pedidos e a razão por que deles precisas, teu empregado irá pedir a um companheiro que o ajude a encontrar Corregio, e, depois voltará para te dizer que tal homem não existe. Evidentemente, pode ser que eu perca a aposta mas, segundo a lei das médias, jogo na certa. Ora, se fores prudente, não te darás ao trabalho de explicar ao teu "ajudante" que Corregio se escreve com "C" e não com "K", mas limitar-te-ás a dizer meigamente, esboçando o melhor sorriso: "Não faz mal; não se incomode", e, dito isto, levantar-te-ás e procurarás tu mesmo. E esta incapacidade de atuar independentemente, esta inépcia moral, esta invalidez da vontade, esta atrofia de disposição de solicitamente se por em campo e agir são as coisas que recuam para um futuro tão remoto o advento do socialismo puro. Se os homens não tomam a iniciativa de agir em seu próprio proveito, que farão quando o resultado do seu esforço redundar em benefício de todos? Por enquanto parece que as pessoas ainda precisam ser feitoradas. O que mantém muito empregado no seu posto, e o faz trabalhar, é o medo de, se não o fizer, ser despedido no final do mês. Anuncia-se precisar de um taquígrafo, e nove entre dez candidatos à vaga não saberão ortografar nem pontuar e, o que é mais, pensam que não é necessário sabê-lo. Poderá uma pessoa destas escrever uma carta à Garcia?

Ultimamente temos ouvido muitas expressões sentimentais externando simpatia para com os pobres que mourejam de sol a sol, para com os infelizes desempregados, e tudo isto, quase sempre, entremeado de muita palavra dura para com os homens que estão no poder. Nada se diz do patrão que envelhece antes do tempo, num baldado esforço para induzir eternos desgostosos e descontentes a trabalhar conscienciosamente; nada se diz de sua longa e paciente procura de pessoal, que, no entanto, muitas vezes nada mais faz do que "matar o tempo", logo que ele volta as costas. Não há empresa que não esteja despedindo pessoal que se mostre incapaz de zelar pelos seus interesses, a fim de substituí-lo por outro mais apto. E este processo de seleção por eliminação está se operando incessantemente, em tempos adversos, com a única diferença que, quando os tempos são maus e o trabalho escasseia, a seleção se faz mais escrupulosamente, pondo-se fora, para sempre, os incompetentes e os inaproveitáveis.

É a lei da sobrevivência do mais apto. Cada patrão, no seu próprio interesse, trata somente de guardar os melhores - naqueles que podem levar uma mensagem a Garcia. Conheço um homem de aptidões realmente brilhantes, mas sem a fibra precisa para gerir um negócio próprio e que ademais se torna completamente inútil para qualquer outra pessoa, devido a suspeita insana que constantemente abriga de que seu patrão o esteja oprimindo ou tencione oprimi-lo. Sem poder mandar, não tolera que alguém o mande. Se Ihe fosse confiada uma mensagem a Garcia, retrucaria provavelmente: "Leve-a você mesmo". Hoje este homem perambula errante pelas ruas em busca de trabalho, em quase petição de miséria. No entanto, ninguém que o conheça se aventura a dar-lhe trabalho porque é a personificação do descontentamento e do espírito de replica. Refratário a qualquer conselho ou admoestação, a única coisa capaz de nele produzir algum efeito seria um bom pontapé dado com a ponta de uma bota de número 42, sola grossa e bico largo. Sei, não resta dúvida, que um indivíduo moralmente aleijado como este, não é menos digno de compaixão que um fisicamente aleijado. Entretanto, nesta demonstração de compaixão, vertamos também uma lágrima pelos homens que se esforçam por levar avante uma grande empresa, cujas horas de trabalho não estão limitadas pelo som do apito e cujos cabelos ficam prematuramente encanecidos na incessante luta em que estão empenhados contra a indiferença desdenhosa, contra a imbecilidade crassa e a ingratidão atroz, justamente daqueles que, sem o seu espírito empreendedor, andariam famintos e sem lar. Dar-se-á o caso de eu ter pintado a situação em cores demasiado carregadas? Pode ser que sim; mas, quando todo mundo se apraz em divagações quero lançar uma palavra de simpatia ao homem que imprime êxito a um empreendimento, ao homem que, a despeito de uma porção de empecilhos, sabe dirigir e coordenar os esforços de outros e que, após o triunfo, talvez verifique que nada ganhou; nada, salvo a sua mera subsistência. Também eu carreguei marmitas e trabalhei como jornaleiro. Sei, portanto, sobre ambos os lados. Não há excelência na pobreza de per si; farrapos não servem de recomendação. Nem todos os patrões são gananciosos e tiranos, da mesma forma que nem todos os pobres são virtuosos. Todas as minhas simpatias pertencem à pessoa que trabalha conscienciosamente, quer o patrão esteja, quer não, e àqueçles que, ao Ihe ser confiada uma carta para Garcia, tranqüilamente toma a missiva, sem fazer perguntas idiotas, e sem a intenção oculta de jogá-la na primeira sarjeta que encontrar, ou praticar qualquer outro feito que não seja entregá-la ao destinatário. Essas pessoas nunca tem que se declarar em greve para forçar um aumento de ordenado. A civilização busca ansiosa, insistentemente, pessoas nestas condições. Tudo que uma tal pessoa pedir se-lhe-á concedido. Precisa-se dela em cada cidade em cada vila, em cada lugarejo, em cada escritório, em cada oficina, em cada loja, fábrica ou venda. O grito do mundo inteiro praticamente se resume nisso: Precisa-se, e precisa-se, com urgência de um homem capaz de levar uma mensagem a Garcia.

                                          
                                                                                                       Tradução do Original "J.B.Xavier"

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O Tempo.

Prezados amigos;
Hoje tive uma agradável conversa com uma amiga, ou melhor, uma irmã, não de sangue, mas de coração. Conversamos sobre suas frustrações em relação à tomada de decisões de uma determinada pessoa que inevitavelmente influencia seus projetos futuros.
Nossa conversa me levou talvez ao maior aprendizado que tive nos seis últimos anos, os quais como parte do Grupo Itapemirim, lembro com detalhes que logo no inicio, o Sr. Camilo Cola, então presidente do grupo e hoje Deputado Federal pelo PMDB-ES, me encontrou no corredor da empresa e de certa forma até descontraída me disse: ”Tenha paciência, e não perca o entusiasmo”.
Dessa frase tirei um grande ensinamento que cultivo desde então: estou falando do “tempo”; Não do tempo no sentido quantitativo, mas do tempo em que esperamos ou gostaríamos que as coisas acontecessem.
Desde criancinhas, que nós travamos essa guerra com o tempo.
-- Pai compra aquele brinquedo para mim.
-- Filho agora o pai não pode, depois comprarei o brinquedo pra você!
Como se explica isso a uma criança? Difícil, esta é uma tarefa difícil, mas com o passar do tempo, agora no sentido quantitativo, passamos a aceitar estas situações, mas quase nunca a compreender.
No mundo coorporativo e lógico, também na vida pessoal é fundamental que possamos compreender que o “tempo” é relativo.
Na verdade, defendo que existem três tempos diferentes: “o nosso tempo”, “o tempo do outro” e por fim “o tempo em que as coisas acontecem”.
É de fundamental importância compreender isso, o nosso tempo não é o tempo do outro, nem mesmo o tempo em que as coisas acontecerão.
É lógico que isto não deve se tornar a explicação para todos os fracassos: -- Deu errado por ele não tomou providencia a tempo. Na verdade o que precisamos fazer é entender que cada um tem o seu próprio tempo de executar ou de entender as coisas. Quando aquilo que queremos depende unicamente de nós, então temos como executar dentro do nosso próprio tempo; Quando não depende somente de nós, então temos que nos adequar ao tempo do outro, e buscar juntos o êxito na tarefa.
Esta não é uma tarefa fácil, assim como não foi fácil, entender porque não ganhamos aquele brinquedo, naquele momento. O primeiro passo é termos discernimento de que “o nosso tempo” não é uma verdade absoluta, precisamos aprender a conhecer o tempo do outro, para então, a partir daí entender se precisamos de ajuda, se poderia ajudar ou pior, se precisamos simplesmente exercer a paciência, mas sem perder o entusiasmo.

Tenhamos todos, um produtivo inicio de ano.


Sebastião Texeira Neves